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A Rede RURBAN Link

RURBAN LINK logo

A Rede RURBAN Link

Rede Ligações Circulares entre Áreas Urbanas e Rurais  (RURBAN Link) é uma das quatro Redes de Cidades Circulares selecionadas e constituídas no Verão de 2021, orientada em particular para o tema prioritário Relações Urbano-Rurais e complementarmente para os temas transversais Transição Digital e Equidade e Inclusão Social.

A RURBAN Link é liderada pelo município do Fundão e conta com os municípios de Bragança, Câmara de Lobos, Guimarães, Penela, Reguengos de Monsaraz e Ribeira Grande e Lisboa E-Nova - Agência de Energia-Ambiente de Lisboa como parceiros. 

 

Faseamento e prazo de execução

O projeto da RURBAN Link será desenvolvido em três fases distintas: a fase 0 diz respeito à “constituição da parceria”; a fase 1 ao “diagnóstico prospetivo” e a fase 2 ao “planeamento de ação”. A duração indicativa da Fase 1 é de 4 meses e da fase 2 é de 16 meses.

 

Investimento

Para a concretização das atividades, a RURBAN Link beneficia de financiamento a 75% do Fundo Ambiental até um montante máximo elegível de 264 mil euros através da Iniciativa Nacional Cidades Circulares. O Investimento para a Fase 1 é de € 51 860,00.

 

Síntese do projeto

A rede RURBAN Link tem como principal objetivo promover ligações funcionais circulares entre áreas urbanas e rurais, enquanto alavancas do desenvolvimento territorial integrado e de processos colaborativos de base local. Entre as várias dimensões que serão analisadas, pretende-se  debater a promoção de um sistema alimentar urbano/rural que torne mais eficiente e sustentável o fluxo de produtos desde a produção até ao processamento, distribuição e consumo e a consequente gestão de resíduos e processos associados. Assim, o projeto “RURBAN LINK” pretende debater a pertinência de uma “foodshed”, isto é, uma bacia alimentar para abastecer uma população urbana, baseada em recursos de proximidade, articulado com as atividades do sistema e com recursos naturais disponíveis.

A parceria propõe-se igualmente a abordar temas transversais como a transição digital, em que se pretende testar o potencial das novas tecnologias enquanto plataformas colaborativas capazes de agregar os cidadãos e as forças vivas do território, em particular entre os sistemas urbano e rural, num processo partilhado, aberto, informado, flexível e cocriativo. Assim como a equidade e inclusão social, com o objetivo de assegurar que a transição para uma economia mais circular é feita de forma equitativa e inclusiva, através do envolvimento ativo da comunidade em todas as suas fases, assegurando que as soluções para os desafios urbanos serão desenhadas em perfeita harmonia com as necessidades da população.

O projeto irá promover um modelo de governança urbana integrado, assente em políticas de integração horizontal (cooperação entre diversos serviços da administração pública) e vertical (através da coprodução de políticas e ações com o envolvimento direto das forças vivas dos territórios), com vista a promover ligações entre as dimensões urbana e rural.

O caráter inovador e complementar do projeto assenta, assim, em três princípios fundamentais, a Integração, já descrita no parágrafo anterior, a Participação e a Aprendizagem focada na Ação.

A vertente da Participação será assegurada através do envolvimento de todos os intervenientes da rede (Parceiros e respetivos Grupos de Ação) em processos de cocriação e corresponsabilização com vista à melhoria das condições de vida da população. Por sua vez, a Aprendizagem focada na Ação será potenciada através do trabalho entre pares, concebendo e testando soluções para problemas urbanos complexos mas comuns, sem descurar, no entanto, a avaliação do impacto dessas mesmas ações no território.

Desta forma, será possível dotar os Parceiros e respetivos territórios de processos e ferramentas que viabilizem a aprendizagem através da prática e a conceção de modelos de governação inovadores, consubstanciados em Planos de Ação Integrados, a implementar num período pós-projeto.

O conhecimento gerado ao longo de todo o processo será igualmente partilhado entre todos os Parceiros da rede, atribuindo uma dimensão participativa e integrada ao desenvolvimento urbano. Simultaneamente, este know-how gerado permitirá capacitar os agentes urbanos locais, assegurando a sustentabilidade futura de todo o processo.

 

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