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economia urbana para a circularidade

Cada rede de cidades circulares que venha a ser constituída no quadro da InC2 deverá operar segundo os princípios de ação definidos para este instrumento e focar-se predominantemente em um dos quatro temas prioritários identificados.

Economia urbana para a circularidade

economia urbana para a circularidade

O crescimento económico tem sido suportado por processos lineares de extração de matérias-primas, produção, manufatura, consumo individual e deposição, com índices muitos baixos de utilização efetiva por quantidade de recursos despendidos, que se confrontam hoje com limitações quanto à disponibilidade de matérias-primas e à sua capacidade de renovação num contexto de aumento da procura global.

Numa visão circular da cidade, a promoção do bem-estar e a melhoria das condições de vida e de emprego são dissociados do aumento do consumo de matérias-primas e energia. A concentração urbana de recursos, capital, informação, capacidades e consumidores é potenciada para criar sinergias empresariais e desenvolver relações económicas de base local, social e colaborativa. Novos e velhos modelos de negócio e competências técnicas e científicas promovem a multiplicação e extensão dos ciclos de vida dos produtos, processos de substituição de produtos por serviços, circuitos curtos de produção e consumo e um uso mais intensivo das coisas, com impactos positivos na redução do consumo de recursos e energia e de produção de resíduos, e no aumento da utilidade efetiva e da equidade de acesso aos serviços e bens.

Numa perspetiva de mudança, a transição para a economia circular depende de uma alteração de atitudes, comportamentos e expectativas dos cidadãos, motivada pela aspiração ao bem-estar e desenvolvimento sustentável. Nesta ótica, a valorização do território e da escala local tem o potencial para mobilizar as comunidades e as forças vivas do território, induzindo sinergias sociais e processos colaborativos, co-criativos e de base local, fazendo da cidade um laboratório vivo, testando soluções inovadoras com os utilizadores e investindo nas competências técnicas necessárias e úteis para a economia circular. O nível local de governação, mais próximo dos cidadãos, estará também melhor posicionado para compreender as necessidades públicas e coordenar abordagens integradas que façam interagir diferentes sectores e agentes económicos de diversas escalas, da local à global, numa base territorial.

urbanismo e construção | economia urbana para a circularidade | relações urbano-rurais | ciclo urbano da água | temas transversais